quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Gotas do dia a dia

Ontem completei oito anos morando no Rio de Janeiro.

Nunca consegui descobrir quem são, mas tenho um vizinho que costuma espirrar na janela, outro que gosta de cantar como um tenor (também na janela) e ainda um outro que adora escutar Roberto Carlos em alto e bom som nos domingos de manhã. Às vezes desconfio que sejam a mesma pessoa.

Nunca estive tão feliz com minha mesa de trabalho.

O drama do doutorado continua. Hoje teremos mais um capítulo. Espero que com final feliz.

Estou bem feliz por ter comprado alguns livrinhos da minha infância. Já reli três dos quatro. Fiquei impressionada por ter reconhecido algumas partezinhas do livro do Mário Quintana. Dos do Verissimo, eu me lembrava apenas dos títulos. Como são bons!

Para desopilar, leio Marian Keyes. Já estou no quarto livro neste ano, livros que eu havia lido há 10 anos. O melhor é ler espaçadamente mesmo, pois as histórias acabam sendo muito parecidas. Às vezes, até as frases se repetem. As personagens femininas de Marian Keys seguem um padrão de comportamento. De qualquer forma, é uma leitura que atende ao que busco e preciso no momento.

Meu curso segue interessante. Realmente foi a melhor decisão que tomei neste ano!

A verdade é que não vejo a hora de definir um cronograma de doutorado porque estou louca para planejar a grande viagem de 2015...

domingo, 24 de agosto de 2014

Um pouco mais sobre gostos

Flores, Buenos Aires/2007
Gosto de: estar com meus amigos, viajar, ler, escrever, ver filmes, comer comidas saborosas, passear, olhar vitrines, escutar música no YouTube, dormir à tarde, ir ao cinema nas primeiras sessões do dia, comer pizza, ouvir música no rádio, conversar com pessoas interessantes, fazer perguntas e ouvir as respostas, ouvir outras línguas, estar só às vezes, arrumar gavetas e armários, jogar fora o que não uso, olhar fotografias, aparecer em fotos, fazer exame de sangue, sentar-me no sofá e ficar pensando na vida, plantar árvores, fazer testes de idiomas, ler anúncios fúnebres, comer pipoca, enviar cartões-postais, diários, listas, ter nascido em setembro.

Concentrada olhando o mapa, Buenos Aires/2007
Não gosto de: compromissos que não me dizem respeito, esperar à toa, suar no rosto, reclamar da vida, ouvir coisas ruins sobre outras pessoas, imagens de desastres, conversar sobre pequenas tragédias, perder a tarde em programas chatos, falta de padrão, perguntas bobas, encontrar cartilagem no pastel de frango, arrumar camas, espirros.
Jardim Japonês, Buenos Aires/2007



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Leitura do Vida Organizada 1

Comecei a ler o livro da Thais (Godinho), que se chama, claro, Vida Organizada. Thais escreve muito bem. Eu realmente gosto do jeito como ela conduz o texto.

Thais nos coloca para trabalhar logo no começo, quando nos faz pensar na maneira como conduzimos um dia atualmente. Logo em seguida, nos convida a imaginar como seria o dia ideal. Fiquei feliz ao perceber que na maior parte do tempo estou fazendo o que preciso e quero. Sempre há algo para ser melhorado, mas já comecei a pensar sobre isso.

Em um outro exercício, é sugerido ao leitor que faça duas listas: uma com o que adora, outra com o que detesta. Na de coisas que adoro, eu poderia escrever bem mais coisas. Na que detesto, tive de me esforçar para escrever as cinco. Ficou assim:

Amo: 
1. Viajar
2. Livros
3. Comédias românticas
4. Ver vídeos no YouTube
5. Sair para comer em lugares confortáveis

Detesto: 
1. Gente pretensiosa
2. Ter que me conviver com pessoas que falam demais (ainda bem que está cada vez mais raro)
3. Bagunça e falta de ordem
4. Comentários tolos e desnecessários (por que me dá vontade de responder à altura, e isso só me faria mal)
5. Fazer algo por obrigação


Observação - 24.08.2014
Li e reli várias vezes estas duas listas de coisas que amo e detesto. Fiquei encucada com o teor das duas. Achei que há uma discrepância bem grande entre a modo como uma foi feita e a outra. Na primeira, eu me ative a atividades ou coisas que gosto de fazer. Na segunda, veja só, transferi a responsabilidade para os outros na maior parte da lista. Talvez apenas o item cinco seja algo meu, que eu faço, que eu tomo a decisão. Nos outros, só vi defeito nos outros. Acho que é o caso de refletir um pouco melhor e achar coisas que detesto no que EU faço, que é o que posso gerenciar. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

I'm in charge

Girassóis com Monteriggioni ao fundo. Toscana 2013. 
Bem, ainda não sei se estou realmente no comando, mas faz duas semanas que decidi tomar mais decisões sobre o que quero.

Decidi que tenho que me concentrar. Parece bobo, mas tenho uma grande tendência à distração. Nos fins de semana que antecederam os dois últimos, eu passei fora de casa. Percebi, porém, que só vou conseguir me livrar da lista de tarefas que tenho se eu realmente me concentrar. Nada acontece do nada, nada acontece sem algum esforço - lembrando-se que o esforço nem sempre está atrelado às exigências do momento em que vivemos. Por exemplo, quem se esforçou em algum momento de sua vida para aprender inglês, não vai precisar fazer o esforço no momento que precisar falar inglês, mas não quer dizer que não tenha se dedicado.

Decidi dar um tempo nas tais mídias sociais. Hoje mesmo ainda não entrei no Facebook e no Instagram. Só fiz o check-in da academia para não perder o registro. Vou tentar continuar neste ritmo pelo menos por uns dias.

Decidi dormir cedo, para ter um bom rendimento na academia na manhã seguinte (pois não posso ficar sem o exercício, especialmente quando passo mais de 10 horas sentada) e ao longo do dia.

Decidi tentar ser uma boa pessoa com quem está ao meu redor. Não é muito fácil, mas hoje até consegui sorrir para a d. Catarina.

Decidi manter a casa arrumada, pois sei que isso me faz bem e permite que outras áreas fluam melhor. Quando tudo está uma bagunça, meu espírito fica agitado. E agora preciso de calma.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Xadrez

Após 25 anos e oito meses, hoje me desfiz de meu tabuleiro de xadrez. Doeu meu coração. Resisti o quanto pude, mas não teve jeito, estava soltando um pozinho estranho e resolvemos não arriscar mais. Restaram as pecinhas. Costumo me achar uma pessoa bem desapegada, mas quando se trata de algo com significado, a história é um pouco diferente. Sofro bastante, mesmo que depois passe. Apesar de sempre levar o xadrez comigo nas minhas mudanças, fazia anos que eu não tinha alguém para jogar.

Ainda me lembro do natal em que ganhei o jogo de xadrez. Não podia ter ficado mais feliz, ainda mais que não se tratava de um minitabuleiro, mas de um grande, de verdade! Usei muito. Lá em Esmeralda todo mundo sabia jogar xadrez, digo todo mundo que teve o professor Luiz como professor de educação física e estudou com ele na época em que não havia ainda o ginásio da prefeitura - construído em 1988, mais ou menos. Quando chovia, não podíamos fazer educação física na quadra do colégio, então ele nos ensinava a jogar damas e xadrez. Eu gostava de jogar com o professor, claro.

domingo, 10 de agosto de 2014

Domingo produtivo

Depois de nove horas sentada à frente do computador, chega por hoje.
Foi um dia bem produtivo. Ideias começam a ganhar mais clareza na cabeça e ordem no papel.

Que venha uma semana de respostas.

Dia dos Pais

Hoje é Dia dos Pais, uma data definida, me diz a wikipedia, por Roberto Marinho para estimular o comércio.
O Facebook está repleto de fotos de pais e frases de impacto.

Meu pai nunca foi um herói. Tinha vários defeitos.
Havia entre nós, porém, uma ligação difícil de explicar. Até hoje, quando penso nisso, não consigo entender direito. Eu gostava muito dele e sei que ele gostava muito de mim.

Ele era bem quieto, mas a quietude dele me bastava. Nunca gostei mesmo de gente que fala demais. Eu preferia o seu jeito tranquilo de lidar com situações difíceis do que a forma dramática da minha mãe. Percebi depois de adulta, que ele sofria muito mais que ela, mas não era de se queixar. Às vezes sentia tanto que não conseguia tomar uma atitude.

Passava o dia inteiro na loja. Não era de visitar pessoas, mas passava as horas cercado por várias de quem parecia gostar. No dia em que morreu, eu fui surpreendida por um vizinho ao ouvi-lo afirmar: "Hoje morreu meu melhor amigo". Pensei depois que amizades são construídas intimamente entre duas pessoas, não precisam de publicidade.

Meu pai não era de abraçar, fazer carinho ou dizer coisas bonitas. Há, no entanto, no cantinho da minha memória uma cena. Eu devia estar na terceira série, pois ainda estudava de tarde. Cheguei com meu boletim, cheio de notas bonitinhas. Ele virou-se para um senhor que estava na loja naquele momento e falou, com certo orgulho, algo sobre eu ser uma boa aluna, que ninguém precisava mandar estudar.

Meu irmão conta uma outra história. Quando estava dirigindo para Vacaria, pouco depois de nosso pai ter tido um infarto, o ouviu dizer que na hora em que sentiu a dor do ataque, pensou em Deus e em mim.

Na noite em que meu pai morreu, estava passando o último capítulo da novela Por Amor. Em uma determinada cena, tive uma crise incontrolável de choro. Depois descobri que naquela hora ele havia morrido. No dia seguinte, eu tinha planos de ir visitá-lo no hospital, que ficava em outra cidade. Não deu tempo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Na onda de Marian Keyes

Engatar dois livros seguidos da Marian Keyes - depois de ter lido Melancia em janeiro - desperta vários sentimentos e vontades...

- Queria estar em Londres!
- Saudade de ter vários compromissos com as mesmas amigas durante uma mesma semana. 
- Desalento ao perceber que o tempo passa tão rápido.
- Alegria por perceber que a vida sempre reserva boas surpresas, mesmo que demoremos para vislumbrar o "final feliz".
- Vou escrever minha própria comédia romântica!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Fragmentos de um começo de mês

Vista do Parque da Cidade, em Niterói
Hoje iniciei minha quinta semana de idas cedinho à academia. Notei que estava muito mais claro do que há um mês. Mais quentinho também.

Comecei hoje a leitura de mais um livro durante a sessão na academia, o quinto.

As minhas leituras andam tão início dos anos 2000... Harry Potter, Marian Keyes. Livrinhos que salvaram minha vida no começo do milênio.

A movimentação começa bem cedo para várias pessoas. Há sempre muita gente se deslocando às 6h e pouco aqui no meu quadrado. Às segundas, a movimentação é um tanto mais intensa por causa da feira livre.

Ainda chegarei a alguma segunda-feira com mais de R$ 5 na carteira. Só me lembro de que deveria ter ido ao banco quando passo pela feira.

Eu não estava tão cansada hoje de manhã, mas agora me deu um sono daqueles. Já estou em meu segundo café. Acho que terei um dia longo.

Depois de dois fins de semana de passeios, nas próximas quatro semanas pretendo ficar bem quieta em casa. Tenho que entrar no mês do meu aniversário com boa parte da minha vida acadêmica resolvida. Preciso muito disso, pois durante 15 dias de setembro farei três viagens e só terei tempo para coisas de trabalho.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Impaciência

Eu estava com uma tremenda dor de cabeça hoje. Passei o dia todo assim. Para completar, meu computador novíssimo apresentou um defeito - ele acha que a temperatura no Rio é superior a 100 graus e aciona o ventilador de forma ensurdecedora. Resultado: tive de usar um computador velho, que fica em uma sala que chamamos de "a sala do estagiário". No momento não temos estagiário, então fui para lá.

Uma colega, com quem troca meia dúzia de palavras diariamente, passou várias vezes por ali. Sempre que me via fazia algum comentário ou puxava alguma conversa. A tal sala do estagiário fica na sala onde está a máquina do café e a chaleira elétrica. Então, sempre há alguém circulando por ali. Como estava concentrada nos meus textos, nem dei muita bola para quem passava. Pois bem, esta colega decidiu que eu estava muito quietinha e por várias vezes em que passou pela sala repetiu: "a Rafaela é tão quietinha" ou "a Rafaela está tão quietinha".

Eu e minha dor de cabeça pensamos: "Será que ela queria que eu, sozinha nesta sala, estivesse conversando com quem?" "Será que ela queria que eu, concentrada escrevendo um texto, parasse para conversar com cada uma das pessoas que passa mil vezes pela sala?" "Será que ela queria que eu, que preciso fechar uma newsletter até sexta e uma revista até terça, escrevesse conversando?"

Como não consegui encontrar uma resposta compatível, desisti e segui trabalhando, que é para isso que eu saio de casa todas as manhãs.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Alvorecer

Entrei em minha terceira semana indo à academia no começo da manhã. Saio de casa poucos minutos depois das 6h. Aos poucos vou ficando menos impressionada com a quantidade de pessoas que já está circulando nesse horário, mas a movimentação ainda me faz pensar o quão cedo elas se levantam e saem de casa. Como moramos perto de um hospital, acredito que muitas estão terminando o turno de trabalho e finalmente indo para casa. Hoje mesmo encontrei o Brás, nosso porteiro da noite, que costuma trabalhar das 22h às 6h.

Quando chego à academia, antes das 6h10, já há pelo menos umas 15 pessoas nas esteiras e nos aparelhos. Ontem foi o dia em que cheguei mais cedo. Não sei se o pessoal da recepção se atrasou um pouco, mas havia uma fila de rapazes fortões entrando na academia. Eu nunca havia reparado, mas alguns levam as roupas em cabides para vestir depois de tomar banho.

Nos dias mais frios, há naturalmente bem menos pessoas na academia.

Ao sair de casa, ainda está escuro, mas o dia clareia totalmente durante os 50 minutos que fico dentro da sala sem janelas. Quando volto para a rua, é como se um mundo de coisas tivesse ocorrido - e provavelmente ocorreu mesmo.

Ontem recebemos visitas, mas me levantar cedo hoje não foi tão problemático. Notei, porém, que meus reflexos estavam mais lentos. Espero que o apatetamento não siga comigo até o fim do dia, pois tenho muito que fazer hoje.

O friozinho continua, assim como os belos dias de céu azul, bem azul. 


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Fazer nada não é nada fácil

Esta semana foi bem puxada - para os meus padrões. Estou com uma grande tarefa no trabalho e ela tem ocupado bastante a minha cabeça. Fora isso, ainda tenho o desafio interminável do projeto de doutorado, que me deixa até meio atordoada.

Por isso, resolvi tirar este final de tarde para não fazer nada. Nada mesmo. Simplesmente me sentar na poltrona da sala e deixar o tempo passar. Quem disse que isso é fácil?

Antes de me sentar na poltrona e me cobrir com uma colcha - que precisa ser lavada e estava ali no meio do caminho tentando um dia chegar à máquina de lavar -, fiz um playlist no YouTube intitulado "músicas para cantar junto". O meu fazer nada seria um fazer nada ouvindo música.

Tão logo me sentei, pensei que deveria colocar a colcha para lavar hoje, pois amanhã já estaria mais ou menos seca e eu poderia lavar outras coisas. Lavar roupa é uma atividade das sextas-feiras. Tão logo decidi que faria isso depois, olhei para o lado e vi uma pilha de livros que estão separados para doação. Preciso colocá-los em uma sacola. Eles já estão, como a colcha, no meio do caminho, incomodando, para que se tome uma atitude. Mais uma vez contive o impulso de me levantar.

Tentei me concentrar apenas na música, mas o pensamento começou a listar tudo que planejo fazer até a próxima sexta-feira, quando viajaremos. Até lá, grandes planos.

O momento mais tranquilo deste meu fazer nada foi quando repassei meu dia. Começou bem cedo com a ida à academia. Mais tarde, no caminho para o trabalho, eu estava pensando numa situação que vivi na semana passada e nos amigos que eu poderia ligar, assim do nada, caso quisesse dividir um problema. Imediatamente me veio à mente minha amiga Gisele.
Faz um tempão que não conseguimos parar para conversar com calma. Tanta coisa aconteceu nos últimos oito anos, desde que sai de  Florianópolis. Acho que nos reencontramos uma meia dúzia de vezes nesse meio tempo, mas ela me veio à lembrança imediatamente.
Horas depois, outra das minhas amigas do coração colocou uma frase no FB sobre este mês chegar ao fim logo, com tudo de estranho e ruim que ocorreu. Fiz um comentário. Não deu cinco minutos, recebi uma mensagem da Gi perguntando se estava tudo bem. Fiquei até com lágrimas nos olhos. O coração não se engana mesmo, impressionante.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Dias de céu azul

Desde que a Copa do Mundo chegou ao fim, o céu no Rio de Janeiro está azul, o sol reapareceu e há um friozinho gostoso no começo das manhãs. Inverno perfeito.

A janela ao lado de minha mesa de trabalho
Ainda sobre a Copa
Felipão já foi herói, mas vive nesses últimos dias um pesadelo.
Eu não me espanto com o comportamento metido à besta dele nas entrevistas, nem com o nosso. Nós, brasileiros, somos assim, basta alguém cometer um erro, mesmo que tenha feito vários acertos antes, para falarmos apenas do que deu errado. Quantas vezes vi essa situação no trabalho.
Já o Felipão não poderia representar melhor os seus conterrâneos. Quem nunca viveu esta situação também? Sendo confrontados, tentamos defender nosso ponto de vista a todo custo, mesmo que estejamos claramente errados.

Ainda bem que este mês de copa chegou ao fim. Foram tantas notícias ruins, que eu não via a hora de mudarmos de fase.

E esta nova fase chega com apenas dois assuntos importantes: Academia e doutorado.

O 4Square me avisou hoje de manhã que estou indo à academia direto faz 11 dias. Recorde. Realmente não me lembro de ter frequentado uma academia com tanto afinco, nem mesmo na época de Curves, no final de 2006.
A mudança de endereço tanto do local de trabalho quanto da academia foi um grande incentivo para fazer exercícios logo de manhã. Tenho me levantado às 5h50, sem esforço, para ir à academia. Decisão bem feliz. De manhã cedo, a academia está vazia, consigo fazer todos os exercícios que quero sem precisar esperar por um aparelho livre. Ainda dá tempo de voltar para casa, tomar banho com calma, preparar um bom café e chegar ao trabalho cinco minutos adiantada.

O projeto de doutorado segue clareando, mesmo que a passos lentos.


domingo, 6 de julho de 2014

Hora de apertar novamente no play

A Copa do Mundo 2014 está quase chegando ao fim.
Neste ano cheio de pausas, estamos prestes a apertar novamente no play.

Durante este mês de copa, muitas coisas aconteceram. Meu trabalho mudou de endereço (ficando ainda mais perto de casa), a academia abriu uma filial do lado do trabalho (e de casa), o querido tio Roberto nos deixou, a seleção do Brasil nos deu e ainda dará alguns sustos, o Pequeno Dicionário de Futebol ficou pronto e foi disputado, viajei para Caxias do Sul e obtive ótimos resultados em uma nova empreitada. Vários tipos de ocorrências, vários tipos de sentimentos.

Julho vem cercado de altas expectativas. É o mês em que terei de dar um rumo à minha trajetória como doutoranda. O caminho já está definido, mas, como diz meu orientador, ainda é necessário ver qual sentido será trilhado. Como se isso fosse bem fácil...

Detalhe da Igreja de São Pelegrino
Biblioteca Central da UCS
Sábado de manhã bem cedo na UCS
Depois dos compromissos do dia, uma sopinha de agnolini para esquentar




sexta-feira, 4 de julho de 2014

Uma nova rotina

Pronto, as mudanças parecem ter chegado ao fim, pelo menos as que já estavam previstas. A academia abriu faz quatro semanas e a sede do trabalho já tem novo endereço. A partir desta segunda-feira, iniciou uma nova rotina. Estou muito feliz por tudo estar mais perto. Espero que até o final do mês, tudo o mais que está pendente também se resolva.

sábado, 21 de junho de 2014

Coisas da alma

Depois de um dia passado na rua, cheguei em casa e tomei um banho quentinho. O Rio de Janeiro é uma cidade quente, mas tem lá seus dias mais friozinhos, como hoje. Como a temperatura é sempre alta, quando faz 20 e poucos graus parece um verdadeiro inverno. 
Banho tomado, fiz o último exercício da sétima semana do meu curso. Verifiquei meu e-mail e vi que a professora enviou um simulado. A prova é na próxima semana. Para repassar a matéria que está toda anotada em um caderno de capa verde, resolvi fazer um chá e ligar uma música em volume baixinho nos fones para tentar abafar o funk que está tocando na festa do vizinho. 
Segurando o chá quentinho com as duas mãos e ouvindo a melodia de Enya, me bateu uma saudade. Difícil definir uma única saudade, talvez de uma fase, de um momento da minha vida. Primeiro pensei que já fazia 20 anos de uma época diferente que vivi, depois percebi que fazia mais. Desde meu último aniversário, nunca mais tive certeza da minha idade. É meio louco, mas sempre tenho que pensar um pouco quando alguém pergunta quantos anos tenho. Titubeio sempre.
A saudade é da época em que eu tinha 16 anos, queria me conectar com meu EU interior e entender o mundo espiritual.
A nostalgia talvez seja desencadeada pelo fato de atualmente eu estar tentando novamente me conectar com as coisas da alma. Desta vez espero não desistir no meio do caminho. 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Saudade

Basta ouvir uma meia dúzia de músicas italianas para morrer de saudade da Itália, país que gosto tanto!







segunda-feira, 9 de junho de 2014

Chega de desculpa esfarrapada

Fazia já algumas semanas que eu estava fazendo corpo mole para ir à academia. A justificativa - nome mais bonito do que desculpa - era que eu estava esperando abrir a nova unidade da Smart Fit. Quando a gente tem preguiça, acha explicação para tudo. Tudo mesmo!

Pois não é que hoje a academia nova abriu? Apesar de ainda estar meio ruim por causa da gripe, resolvi ir lá conhecê-la. Afinal, estava esperando ansiosamente por este dia.

Fiquei bem impressionada. O espaço é bem maior do que o da antiga. Por isso, cabem mais aparelhos. Hoje estava um sonho, pois há ainda poucos inscritos. Dava para escolher o aparelho para usar. A fila enorme para matrícula, porém, avisa que a concorrência pelos aparelhos logo ficará mais acirrada.

A academia nova fica a apenas cinco minutos de casa - 4'52" se eu quiser ser mais precisa. Até a antiga, eu levava 16. Ganho no meu dia uns 20 minutos, que poderão ser aproveitados na própria academia ou em casa, estudando. Estou bem feliz por isso!

Comecei hoje então uma nova fase.
Agora só falta tomar vergonha na cara e voltar a cuidar da alimentação.

Mera ilusão

Muitas vezes nesta vida, nos sentimos fortes, capazes de encarar qualquer coisa, mas basta um acontecimentozinho bobo para nos fazer cair na real, e cair é sempre doloroso.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Velho ditado, tão atual

Em boca fechada não entra mosca.

Por mais que eu tente sempre ficar atenta a este ditado, muitas e muitas vezes me pego fazendo o contrário. Ultimamente ando tão decepcionada comigo por causa disso.

No geral, eu sou uma pessoa quieta. Só que acho que minha paciência anda tão curta nos últimos meses, que quando vejo já emiti alguma opinião que era melhor ter guardado só para mim. Aí vem o arrependimento e a frustração.

Talvez me sentisse melhor se dividisse esta parte com os outros, mas o orgulho talvez me faça manter esses sentimentos somente comigo. Entra ai outro problema, a dificuldade de pedir perdão por algo que não gostei de ter feito. Este mundo está tão alterado, que nem sei como o outro receberia um pedido honesto de desculpas, mas também não (a mim e ao outro) dou a chance de saber.

Só com muita análise...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Nostalgia

Escola Estadual Marcirio Marques Pacheco
Hoje recebi pelo correio o livro Esmeralda - um lugar, um anel e uma história, escrito pela professora Jussara Goulart, que nunca foi minha professora, mas cresci acostumada a chamá-la assim e assim será para sempre. Afinal, bastava dar aula no colégio (e era "o" colégio mesmo, pois só tinha um) para ganhar este prefixo junto ao primeiro nome. Para mim serão sempre o professor Edgar, a professora Dirce, a professora Luci ou o professor Luiz...
Casa do seu TolottiQuando eu penso em Esmeralda, parece que estou imaginando uma história escrita mesmo em um livro.
Já faz tanto tempo e ao mesmo tempo parece que foi ontem que saí noite alta da casa do João Luiz e da Nice na companhia da Lisély, inseparável, caminhando para casa, olhando o céu estrelado e a avenida vazia.
Que pedalava alucinada com minha bicicleta novinha e linda em um circuito imaginário que passava pela frente do casarão do seu Tolotti e da dona Ana, seguia até a casa da avó da Carla lá no começo da cidade, quebrava à direita no posto do seu Gargioni e depois seguia pela rua de trás até a casa da dona Hecilda. Quantas vezes coubesse naquele intervalo entre o final da tarde e o cair da noite.
Que ficava horas, literalmente, pendurada no telefone com a Liliane. Bah, tínhamos assunto! Volta e meia a telefonista dava uma conferida na ligação - afinal o número de linhas era limitado. O DDD, acabei de conferir no livro da professora Jussara, só começou a funcionar em Esmeralda em novembro de 1992. Eu já tinha 16 anos!
Que chegava em casa no inverno, a cozinha estava aquecida pelo fogão à lenha e a mãe estava fazendo alguma coisa boa para a janta - porque jantar é uma palavra que só viria a usar muitos e muitos anos depois. Com a barriga cheia, o programa era ir assistir televisão apertados na ex-lavanderia, o menor quarto da casa, que havia ganhado uma lareira, um sofá e uma televisão com videocassete - comprados logo depois do meu aniversário de 15 anos.
Quem, sem nunca ter morado em uma cidade pequena, acreditaria que por muitos anos eu sabia dizer em ordem de localização o nome de todas as ruas de uma cidade inteira? Ou que era possível saber de cabeça o aniversário de um terço dos moradores? (Tudo bem, aqui nem eu acreditaria, mas talvez ajude dizer que eu fui estagiária em um banco por dois anos e tinha acesso ao cadastro de boa parte da população.)
Ter o livro da professora Jussara nas mãos ajuda a resgatar as minhas lembranças, assim como a perceber que aquelas histórias vividas ao longo de 17 anos e quatro meses não são apenas fruto da minha imaginação.











domingo, 1 de junho de 2014

Um junho de grandes expectativas

Sim, espero muito deste mês de junho. Quer dizer, tenho grandes expectativas em relação a mim, ao que vou conseguir fazer, aos resultados que alcançarei nos meus projetos.

Maio passou rápido. Isso não quer dizer que não vivi cada momento da melhor forma. Os primeiros 11 dias foram de férias. Foram muito legais, na companhia da minha mãe e depois junto de amigos queridos. 

Em seguida, as atividades que haviam ficado em espera foram resolvidas rapidamente. Fiz um frila, coloquei em dia o trabalho no escritório, consegui recuperar os primeiros dias de aula que havia perdido no meu curso novo (Daise, querida, por enquanto ainda é um grande segredo, mas é algo bem legal! Logo conto, tá?), organizei minhas coisas em casa e a vida seguiu feliz. 

Claro que ainda tenho coisas bem sérias para resolver. Preciso encontrar uma solução para minha pesquisa, ou melhor, meu maior problema nesta vida é encontrar um problema. :) Mas estou mais perto. Estou confiante de que durante este mês em que quase todos estarão atentos aos jogos, eu poderei me dedicar bem aos meus estudos, especialmente a estes de doutorado.

Em junho, se tudo der certo, começarei a trabalhar mais perto de casa. A nova academia também começará a funcionar, fazendo com que eu possa ajustar meu horário de maneira bem melhor, sobrando um tempo maior para estudar.

Vai dar tudo certo! Eu tenho certeza! 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Prazer de estudar

Fazia muito tempo que eu não sentia tanto prazer em aprender algo novo. Já comecei diversos cursos na minha vida, mas arrisco dizer que nos últimos anos nunca me senti tão empolgada quanto agora.

Estou terminando a quarta semana do curso, que é on-line. Eu já havia feito um curso a distância em 2012, mas nem se compara. Daquela vez, era mais um passatempo sem compromisso. Agora não, é quase um projeto de vida.

Acho que nunca dediquei tantas horas de uma semana aos estudos, nem mesmo na reta final do mestrado. O mais louco disso tudo é que estou adorando. Não vejo a hora de chegar em casa para continuar as leituras, os exercícios.

Parece até que esta empolgação com os assuntos novos tem ajudado nos meus estudos de doutorado, como se tivesse entrado em um novo ritmo. Durante a semana, dedico-me ao curso on-line, que é bem puxado. Os fins de semana tenho reservado aos assuntos do doutorado.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Voltando à realidade

Depois de praticamente um mês afastada das atividades cotidianas, tenho me visto bastante envolvida no que havia deixado em suspenso.

Logo que voltei da viagem, já tive que mergulhar de cabeça nas responsabilidades de um novo projeto que assumi. É quase um projeto de vida, de tão intenso que começou. Agora, já está tudo mais tranquilo.

Consegui até retomar meus levantamentos preliminares do doutorado, que estavam deixados de lado de verdade, bem no final da pilha. Aos poucos, o interesse vai voltando, assim como as ideias. Continua doloroso.

Com raras exceções, minhas noites têm sido à frente do computador, mas isso não tem sido pesado, pois a percepção é de que a produtividade é bastante boa.

Da academia, dei um tempo, quer dizer, achei uma desculpona. Desde a volta das férias, fui uma única vez, ainda mais depois que descobri que vai abrir uma filial da Smart Fit a 5 minutos de casa - e não vou mais caminhar 16 minutos como fazia até então. Para a notícia ficar ainda melhor, o valor da mensalidade é 30 reais menor. Pulinhos de felicidade também gastam calorias.

Eu estava mesmo precisando de uma mudança na minha vida. E eis que ela chegou assim. Para completar, meu trabalho finalmente vai mudar de endereço. O contrato ainda vai ser assinado nos próximos dias, mas se tudo der muito certo, também não precisarei me deslocar mais do que 5 minutos para chegar até o DAAD.

Sim! A academia e o trabalho serão vizinhos. Às vezes nem acredito que isso seja verdade... Junho será um mês de mudanças literais.

Nas minhas horas de estudos tenho feito muitas anotações à mão. Minha nossa, como é difícil! Nunca achei que perderia o jeito, mas parece que minha coordenação motora para a escrita encolheu. Mas estou confiante de que pegarei o jeito de novo.

terça-feira, 6 de maio de 2014

sábado, 26 de abril de 2014

Amsterdã

Nem bem pisamos em Amsterdã, uma chuva fininha começou a cair. Com chuva e malas, tudo parece ficar mais complicado. Demoramos um tempão para encontrar o bonde certo que nos levaria ao hotel - o que nem era tão difícil assim. 

Apesar desses atrapalhos iniciais, tudo correu muito bem, inclusive com dois dias de sol bem bonitos.

No dia seguinte à chegada, caminhamos muiiiito! Também visitamos o Museu Van Gogh. Bem legal! Alguns dos quadros mais famosos estão em outros museus, mas conhecemos pinturas diferentes e interessantes.

Depois do museu, visitamos o Mercado das Flores. A mãe comprou muitas sementes de flores e os tais bulbos de ranúnculo e tulipa que queria tanto e não parava de perguntar desde o começo da viagem. 

Iniciamos o segundo dia bem cedo, indo ao Keukenhof, um parque dedicado às tulipas. O lugar é realmente lindo. Valeu muito à pena. Na volta ainda caminhamos um pouco pela cidade. 


Amsterdã é diferente das outras cidades que já visitei. Não apenas pelos canais, mas pelas bicicletas. Confesso que ainda não acredito que exista um lugar tão civilizado com os ciclistas. De manhã é lindo de se ver. 

A arquitetura também me impressionou bastante. As grandes janelas, os predinhos baixos, os tijolos terrosos, is ganchos no alto da fachada para serem usados nas mudanças. É tudo bastante diferente. 

Esta não está sendo uma viagem gastronômica, mas ainda pretendo provar os waffles.

Bruges

Dormimos uma noite em Bruges. A cidade é antiga, bonitinha, cheia de turistas, com muitas lojas e repleta de restaurantes que vendem mexilhões com batatas fritas. 


Saímos de Bruxelas de manhã. Pegamos o trem da estação central até a sul às 9:54 e depois um para Bruges às 10h26. A viagem leva pouco mais de uma hora. 

Nosso hotel ficava a uns 500m da estação. Apesar da previsão de chuva, pegamos só tempo bom. Assim, pudemos ir caminhando até o hotel. 


Malas deixadas no hotel, partimos para rever a cidade. Mãe adora uma loja. Entramos naquelas abertas em um domingo de Páscoa. Depois fizemos um passeio de barco. 

Escolhemos um restaurante mais internacional para almoçar. Mais umas caminhadas e voltamos para o hotel. Olhamos umas coisinhas na web e nos preparamos para sair de novo.

A noite estava linda!